A injusta Justiça

Meus Amigos,
Em uma recente pesquisa realizada pela empresa Globescan, juntamente com a Universidade de Maryland, em parceria com outras 33 empresas de pesquisas do mundo, foi feita uma investigação em 34 países a respeito da opinião das pessoas sobre a Globalização. Foram entrevistadas 34,5 mil pessoas em diversos países, as quais, na grande maioria, afirmaram que os benefícios econômicos resultantes da globalização, nos últimos anos, foram distribuídos de forma injusta.
No Brasil não foi diferente: 69% dos entrevistados acham que a injustiça é principal causa das mazelas que diariamente atingem os brasileiros. Isto nada mais é do que o reflexo inequívoco da situação do tão sofrido povo brasileiro, que constantemente clama por justiça.
Numa análise superficial dos desastres que afetam a humanidade nos dias atuais – guerras, violência, miséria econômica, doenças, ignorância, terrorismo e muitas outras adversidades – o que mais machuca é a injustiça. A bem da verdade, no Brasil a Justiça agoniza face à insensibilidade dos homens que compõem a trilogia dos poderes chamada Estado – Executivo, Judiciário e Legislativo. Em que pese se denominarem interdependentes, esses poderes na verdade formam um bloco monolítico, manobrado pelo Executivo, cuja finalidade é fazer a população produzir bens para que esse seleto grupo que está no topo do poder promova suas glórias sempre protegidos pela couraça da impunidade.
Enquanto isso. assistimos ao crescimento contínuo de uma legião de injustiçados: quando uma criança morre de desnutrição; quando um trabalhador tem sua aposentadoria negada; quando, pelo desemprego, a miséria e a fome batem à porta das famílias; quando um idoso precisa aguardar cinco horas para ser atendido nos corredores dos hospitais públicos e morre; quando uma velhinha chega ao Posto de Saúde solicitando um remédio para continuar viva e este lhe é negado, quando uma mãe sem condições de reagir vê seu filho enveredar pelo caminho das drogas; quando uma criança é assassinada por uma bala perdida, quando, enfim, o Poder Público nega-se a pagar dívidas que contraiu e chega a praticar, inclusive, a violência. É diante deste quadro triste que não podemos deixar de protestar, clamando sempre por JUSTIÇA. Para que, um dia, possamos dizer que a JUSTIÇA SE TORNOU REALMENTE JUSTA.










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